— Esse é o momento onde o feitiço vira contra o feiticeiro. Ou melhor, feiticeira, não é, Cetim? Sempre odiei essa analogia, não por ela querer constatar que sempre que fizer algo, não importa o que for, aquela coisa será usada contra ou a favor você no futuro. Mas, porque ela é o exemplo de que quase nada é irreflexivo. Que é impossível fazer algo sem que as consequências caiam sobre si mesmo e as pessoas que convivem com você. Porque, se esse triste dizer não fosse verdade, eu não estaria aqui amarrada nessa droga de cadeira olhando para a cara de quem eu menos esperaria reencontrar novamente. Se pensou que é o Marcus, dono do clube de que fugimos — a lá "papaleguas"— , errou feio. Quer uma dica? Estou olhando a pessoa menos provável, junto de um fantasma que estou começando a odiar.

