Ele ficou surpreso demais para responder, entrei na sua sala sem sua permissão, estava mais velho cabelos grisalhos, ainda era forte e musculoso, mas muito mais velho do que me lembrava. — Bom dia Pai. — O cumprimentei novamente desta vez dentro do seu abraço. — Bom dia Josué? — Perguntou arqueando uma das sobrancelhas me olhando, seus olhos percorreram todo o meu corpo, era um hábito fazerem isso? — Se você tiver outro filho?— Perguntei rindo de canto, e ele também sorriu me pegando pelo ombro.
— Nossa filho como você cresceu! —Diz com hipocrisia o abracei de volta, sem demonstrar ressentimentos. — É o tempo pai! — Ele continuou batendo em minhas costas, e eu me sentia enojado. —Vamos sente-se me conte como esta? Como foi na escola? — Eu falei por cima algumas coisas como fora e meia hora depois ele havia me nomeado a qualquer coisa na empresa, reuniu os empregados, falou um discurso de besteirol, sua boca fedia a merda, ele insistia em mim agarrar enquanto estava sorrindo para todos, prometi mundo e fundos para eles.
Vi como ele mudou sua expressão ao ver uma moreninha chegar perto da multidão, os cabelos lisos, linda de rosto e corpo, calça branca, blusa vermelha com a******a na frente até o colo, ela não olhou para ele, apenas me olhou de relance ele parecia um i****a todo derretido por ela. Terminei o discurso, voltamos a sua sala enquanto ele insistia em acompanhar a morena com os olhos por todas as partes. — Chame a Emily aqui.— Penso que ele fala comigo, vou saindo, mas logo vejo dar com a mão e falar sobre Amanda, uma das suas designer, calculei que Amanda era a moreninha que ele cobiçava ao chegar.
Me disse que a Amanda era um pitelzinho, muito boa e dedicada, vi que ele não mudou nada. Quando finalmente saio da sala, esbarro na morena que vem subindo a escada cabeça baixa, nós olhamos e seu olhar era desesperador. — Bom dia — a cumprimento, sinto que ela será uma forte aliada, além de parecer ser muito útil para dar uns amasso no final do expediente. Ela me olha finalmente, ajeita o cabelo na orelha e que orelha! Eu chuparia todinha na primeira oportunidade, ela deixa a mostra, — Bom dia Senhor. — Responde séria e eu me sinto um velho com apenas 25 anos, apesar de notar sua boca, bem desenhada, rosada, carnuda — Quê isso morena Senhor? — Ela me ignora novamente, noto que ela é boa em ignorar as pessoas.
— Se for a Emily pode entrar! — Ouço meu pai falar e ela entra, então essa é a Emily, a nova cordeirinho do meu pai, vai perder esse papai, penso descendo as escadas, e de cara vejo a loira que me come com os olhos, seu corpo é quadrado e isso não me atrai, fico observando o lugar que antes era mais colorido e vivo, e agora parece qualquer coisa menos a Mazzaropi joias, olho na parede vejo uma fotografia da minha mãe.
Pelo menos uma fotografia dela restou nesse lugar, continuou avaliando tudo, percebo que tudo é monitorado, tanto por câmeras, quanto pelas salas no andar de cima com janelas enormes de vidro, me vem uma passagem de vigiar e punir a mente, eu vejo que faz todo sentido. Enquanto faço minha análise, vejo a Emily descer satisfeita sorrindo. Ela nem me percebe ali tão perto, de tão feliz que esta, talvez o velho ainda não tenha chegado a machuca-la ainda, ela sorri para a amiga ao lado que rabisca tudo em uma tela. — Miga ele quer te ver.
— Faz mais de dois meses que esse rabugento não me chama na sua sala, ai que nojo! Espero que seja demissão por justa causa logo que pedi para sair eu não posso! — Ouço falar e sai batendo o salto em direção as escadas. Observo a morena, que empurra os óculos nos olhos e volta a desenhar, ela aprece bem inspirada com tudo que estava desenhando, eu gostava do riso que ela desembolsava algumas vezes nos lábios.
A amiga dela volta me olha e sorri, na verdade me comendo com os olhos, imaginava isso, ele deve tê-la colocado junto comigo, para me vigiar e depois me matar como fez com a minha mãe, vejo que o Senhor Oswaldo não mudou nada e nem mesmo se deu ao esforço de tentar. Ela fala algo com a amiga, mas seus olhos estão fixos a mim, pela expressão da Emily, vejo que para ela é mundo de tanto faz, deve gostar de satisfazer o meu pai, deve ser uma dessas mulheres de baixa categoria que se vendem por dinheiro facilmente.
Após andar por toda a empresa com a Amanda que insiste em me mostrar tudo, ela parece ser mais legal do que parece, um pouco oferecida e dada, mas tranquila, não tem noção do que penso ou planejo fazer por aqui. Quando menos espero vejo os funcionários descendo em direção ao refeitório. Parece uma manada de búfalos esfomeados, vejo a Emily descer sozinha, essa é a minha oportunidade de ir atrás dela, quando dou meu primeiro passo Amanda puxa meu braço em direção ao elevador.
— O filho do chefe não pode descer pela escada, tem o elevador aqui Josué. — Olho para ela e sua mão em meu braço parecia que já era intima comigo, mulheres são tão fáceis de manipular e serem manipuladas. O suporte para tudo é o amor, é a porteira, chegamos em frente ao elevador e ela me olha de canto de olho, logo suspeito, será que ela iria tentar me matar ali dentro, um acidente provocado?
Mas ela não consegue segurar a risada. — Ai fala alguma coisa Jô, você parece tenso o tempo todo. — Desde quando me tornei Jô? Continuo a olhando. — O que você quer que eu diga? Não tenho nada a dizer por enquanto, ah não ser o que tem para o almoço? — Finalmente entramos no elevador, e ela aperta para o térreo, fico imaginando como será este refeitório, meu pai certamente não almoçar lá se acha superior a tudo isso, finalmente chegamos ao tal refeitório, e tem o dobro de pessoas aqui em baixo, gente para todos os lugares, não sei quem convenceu meu pai a fazer isso, mas ficou muito bom.
Olho em todo o geral, avaliando, vejo a Emily na fila com uma bandeja nas mãos. Logo sou arrastado pela Amanda para a mesma fila.— Emily?— Ela chama sendo olhada rapidamente, eu e Emily nos olhamos e ela desvia o olhar rapidamente. Ela tem algo que chama e me prende, eu não consigo entender o que essa mulher tenta passar com o olhar. — Vou sentar. — Amanda olha em volta, enquanto eu olho novamente para a Emily, lhe pego me olhando também, ficamos nos olhando olhos nos olhos e aquilo era estranho. — No mesmo lugar de sempre?— Somo pegos de surpresa pela Amanda que pergunta, e ela desviar o olhar dos meus como se não me olhasse antes, olha para a mesma direção que Amanda olha.
E assente, sendo bastante fingida essa Emily, ela vai em direção ao assento e nós pegamos as bandejas, quando fiz menção a pegar frango a Amanda me disse que não era boa ideia, poderia me arrepender depois. Larguei se ela não havia pegado, eu também ia pegar, era melhor ouvir conselhos que remédios, após fazer os nossos pratos, uma mulher colocou um mini pudim em nossa bandeja, olhei para ela e sorri voluntariosamente. — O senhor que é o filho do dono, não é? — Apenas assenti sorridente. Não parecia, mas era, e logo seria o dono, eles que não esperasse por esperar. Fomos em direção a Emily que ao me ver atrás da Amanda abaixou a cabeça, as duas falavam sobre cores e joias, dava para perceber que Emily era mais inteligente que a Amanda, o jeito que ela falava sobre os designers, a coleção nova, e até mesmo as cores, os olhinhos dela ganhava um brilho enquanto falava e aquilo me deixou pasmo, ela nem percebeu que eu estava ali. Quando finalmente falei ela parou de sorrir enquanto comia o pudim, ficou quieta, enquanto Amanda me olhava debruçada na mesa.
— É pode ser, até que não seria uma má ideia. — Apenas comentou levando a boca mais pedacinho de pudim, mulher folgada da p***a, dou uma ideia e ela age desse modo? — Ah Emily é uma boa ideia que o Jô deu, eu gostei. —Eu sorri ao ser reconhecido pela Amanda. — Mas isso teria sentido se fosse ser uma coleção de primavera Ami, para inverno exigisse algo mais sólido, gélido, tendente ser um ser um azul, ou branco. Vermelho está fora de cogitação nessa época, ainda mais uma pedra embutida na outra.
Amanda confirmou que ela tinha razão. — Ainda mais com o senhor Oswaldo fazendo tanto corte e reclamando dos orçamentos, do jeito que tá, mão de vaca. — Falou com a Amanda batendo em sua mão sem jeito. — Emily! — Ela grita por fim, e a Emily olhou para ela depois para mim, algumas pessoas no refeitório pararam para olha para a gente, e eu ri quebrando o gelo.
— Desculpa Josué a minha amiga não está muito bem hoje, esta naqueles dias não é Emi? — Beliscou o braço dela por debaixo da mesa, e a Emily fez uma careta e por fim assentiu. — é desculpe-me Josué ainda tenho estresse do trabalho, tudo fica acumulado aqui dentro. — Nunca vi uma mulher tão feliz ao falar que estava naqueles dias, ela só faltou me dizer isso com palavras, tipo eu amo estar menstruada.
Subimos a escadas, eu como sempre escutando as duas conversando outra vez sobre joias, pelo visto era a paixão da Emily ser designer. Ela falava o tempo todo naquilo, não falava em homem ou outra coisa na vida, apenas sobre a mãe. Quando todos saíram da empresa, fui até o antigo departamento da Amanda quando vi em cima da mesa lá estava o celular da Emily, meu pai já havia saído sem rastro, como não sabia aonde tinha ido, não ia queimar gasolina atrás dele. Sair para o estacionamento e lá estava a sua Ferrari vermelha, fui ao escritório, lá estavas chaves, claro que eu ia pegar, entrei naquele carro maravilho, mas com odor horrível a tabaco.
A seguir por todo percurso muitas vezes a vontade era desistir, mas tinha tanta coisa naquela garota qeu me chamava atenção, e se ela fosse realmente a amante do meu pai? Mas ao chegar na casa não simples, numa favela, a mulher na cadeira muito atenciosa, carinhosa, não era possível que uma amante vivesse naquelas condições. Tudo muito simples, mas muito acolhedor, exceto pela mã vontade da garota, mas a senhora Bethânia, meiga, doce, me permitindo saber mais sobre a mulher que interessava tanto a meu pai.
Uma hora depois, fui embora, era tanta coisa pra aprender, assimilar, ela era talentosa, mas arrogante, onde eu estava pisando? Me questionei, quando cheguei em casa, passei a noite inteira fitando o nada mergulhado nas lembranças. No dia seguinte, apenas segui meu percurso trabalho o dia inteiro com Amanda em meu calcanhar, os nossos olhares trocados diziam coisas não entendíveis, ela tinha medo? Tinha que manter distância? Quem era Emily afinal?
Minha vontade era para-la e interroga-la, mas como e porque? Veio a hora do almoço, foram apenas olhares novamente o silêncio ensurdecedor entre nós falava mais que Amanda conversando sem parar. A tarde de trabalho veio, e apenas no final da tarde no inicio da noite todos começaram a ir embora. — Emily fazer cerão, hoje! — Foi dito do alto, quando todos partiam para suas casas, ela deixou a bolsa sobre o balcão, ela e Amanda apenas trocaram olhares uma lamentou para a outra.
deixando Emily para trás. — Por que apenas Emily precisa fazer cerão? — Questiono Amanda que mexe no celular, ela me olha de um jeito como se esconde algo. — Ela é a melhor designer da empresa, minha amiga carrega esta empresa nas costas e seu pai esta louco para lançar a mais nova coleção. — Apenas afirmo, isso lá é desculpa, há mais de dez designer na empresa quem e como responsabilizaria apenas uma mulher de vinte anos? Toco propositalmente no meu bolso, após vê-la parar um táxi.
— Droga esqueci minhas chaves, carteira...— Argumento dando uma desculpa, pra Amanda que apenas me olha lamentando, quando me viro, ela grita. — Melhor pegar amanhã, seu pai... — Lhe ignoro por completo, sigo voltando a empresa. Chego a empresa, devagar, sem presa, é possível escutar os gemidos da porta do escritório. — Senhor Oswaldo por favor me solte, meu período...— A voz de Emily vem a tona de lá de dentro. Olho pela frecha da porta, ele esta sobre ela que esta com o rosto virado para a mesa, ele esta transando com ela, que chora, grita, enquanto é forçada a aceita-lo. Ele geme, parecendo um animal, enquanto ela chora tendo suas roupas rasgadas.
Meu sangue ferve com a cena, mas logo o vejo lhe mordendo enquanto ela chora, e se debate na mesa. — Desta vez não tive como esperar terminar seu período. Sinto falta do seu corpo, sua b****a apertadinha quente. — Ele se afasta dela que esta ainda sobre a mesa em lágrimas e pedaços de roupas. — Quando sair feche a porta, limpe toda essa imundice que você fez. — Avisa vestindo a roupa, passa as mãos no cabelos. Sinto vergonha, nojo, mas muita raiva de ser filho deste homem, ele é meu pai, a mulher na mesa debruçada tenta se erguer, o sutiã cai em sua barriga as alças foram arrancadas, quebradas. Os s***s pequenos marcados pela mesa e dentes.
Ele vem até a porta, eu me afasto, me escondo na porta ao lado, ele sai da sala, desconfiado olhando em volta, suspira por fim sorri passando a mão no cabelo. Observo até desaparecer entrando no elevador. Nojento, poder, é tudo que ele é pra mim. Aguardo o elevador descer, entro na sala ela esta tentando consertar sua bolsa, a saia esta um estrago de sangue, demora a perceber que sou eu diante dela. Mas quando perceber limpa as lágrimas, as bochechas vermelhas ficam, as marcas de dentes, mordidas, tapas.
— O que aconteceu aqui? — Pergunto para a mulher que continua a tentar se ajustar. — Uma reunião com seu pai. — Pior que sua prepotência e arrogância persiste ate nesse momento, suspiro lhe pegando pelos braços, fazendo-a levantar. Quero lhe olhar mas ela não me olha de volta. p***a pior que ela é linda, uma mulher dessas não deveria ser tratada assim. Aliás nenhuma delas.— O que você quer? — Me pergunta entre soluços, querendo disfarçar sua dor, tiro a minha blusa, lhe entrego, ela m*l olha para mim, envergonhada. — Coloca isso. — Peço pra ela que olha a blusa verde nas minhas mãos, receosa, mas aceita.
Seguimos o caminho todo em silêncio, ela não me diz uma palavra nem eu a ela, mas minha mente trabalha tanto nisso. Quero saber como começou, quando e porque ela? Porque não denuncia? — Pra onde estamos indo? — Pergunta quebrando o silêncio por fim. — Pra minha casa, ou prefere que sua mãe te veja assim? — Primeiro reage com medo, depois para ao escutar o nome da mãe. — Seu pai...—Sai em soluços falhando. — Não se preocupe. — Digo pra ela que volta a olha a estrada, não quero imaginar o que o motorista esta pensando agora.
Seja o que for, não fui eu, creio que deve saber isso. Chegamos ao meu apartamento, ela não fala nada, segue em silêncio também nos trajes que esta, até eu me sinto envergonhado, sei que parece ser m*l caráter da minha parte, mas ela tem um corpo muito bonito, é linda de rosto, e o corpo é perfeito, não é um momento para pensar essas coisas, mas é inevitável, meu lado homem grita enfurecido, por aquele miserável aproveita-se disso.
— Tome um banho se quiser. — Aviso ao vê-la vagar sem jeito. — Vou sair, volto depois, fica a vontade, ela olha para todos os cantos do apartamento, não sei se é medo ou receio, talvez os dois. — Aqui é meu apartamento, ninguém sabe que o tenho, pode ficar a vontade. — Ela apenas me olha sem reação alguma, assente.
— Eu sou o único filho que ela teve, fui enviado a Inglaterra por ela para estudar e assumir a empresa. — Ela sorriu negando e se levantando da cama, abriu a p***a da gaveta novamente tirando uma nota de jornal que jogou na minha cara, acendeu a luz do quarto, antes só estava ligado um abajur fuleiro de artesanato. Sentei lendo a nota da imprensa que confirmava o que ela havia dito, abrir minha carteira retirei meu documento de identificação e joguei na cara, voltando a ler a nota.
— Isso não prova nada, você pode ser um
filho apenas dele, e não de...impossível ainda mais ele é estéril, todas nós
sabemos que ele não pode ter filhos.— Olhei para aquela mulher louca, que
diabos ela estava fazendo com a minha vida? Era louca, já sabia que eu não era
filho da minha mãe, agora meu pai era estéril? Eu ri alto e ela cobriu a minha
boca. Lembrei da mãe dela no quarto ao lado.
— Isso não tem sentido algum Emily, é
evidente que sou filho dos dois, só se ele fez vasectomia depois que minha mãe
morreu, porque ate aos meus oito anos lembro dela perder um bebê após meu pai
espanca—la numa noite chuvosa também.
— Daí já não sei, mas o que sei é que ele é
estéril pode perguntar a Amanda, ele faz questão de jogar isso na nossa cara só
pra não colocar preservativo e colocar ele p*u podre dentro da gente. — A
escutei falar e apesar da minha cabeça está um turbilhão de bagunça, percebi
seu jeito enojado. — Vai dizer que você não gosta?— Falei tentando saber mais
dela que não me respondeu, saiu do quarto e eu fui atrás, vi outro cômodo era
um banheiro largo, maior que o quarto dela com lugar de assento de apoio para a
mãe, era o lugar mais arrumado da casa, o box não tinha vidro, nem plástico era
aberto.
Ao lado a lavanderia, apenas uma pia,
torneira e varal para todos os lados algumas calcinhas penduradas. — Gostou?—
Perguntou se aproximando com um copo de água na mão, jogou os cabelos para o
lado, a nota de jornal eu coloquei no bolso, tomei o copo de água da sua mão e
bebi vendo sua cara frustrada me olhando. — Parecia ser um lugar legal,
silencioso.— Ela riu, pois era exatamente o contrário, estava tendo algum
pagode numa laje bem lá em cima. — A principio eu gosto, fui criada aqui no
morro, só é r**m pra se concentrar. — Olhei para o relógio eram duas e meia da
manhã. — Quem hoje em dia não tem uma máquina de lavar, uma designer de joias
deve ter um bom salário— Provoquei, ela debruçou—se na meia parede, a
metade do cabelo desceu para baixo. — Isso é na china, aqui é Brasil, Josué,
Brasil aqui a gente paga pra trabalhar.
Eu ri negando com a cabeça, ela só podia
ser maluca mesmo. — Quanto a máquina, não tem porque? Não gosta ou quer
explorar a mãe?— Perguntei vendo—a ri de repente. — Lavo aos domingos, quando
seu papaizito cobri o piso do meu salário no mercado comprarei uma. — Girou nos
calcanhares foi para a cozinha, eu a segui. Vi de pé no fogão riscando um
fosforo, o fogão era automático imaginei que era para não acordar a mãe.
Apertei devagar e ela fechou os olhos, o
fogo acendeu e eu soltei cara a cara com ela. Que abriu os olhos não sei se
fechou esperando um beijo ou pelo barulho do fogão. — Obrigado! — Falou
baixinho. — Já vou indo.— Falei baixinho indo em direção a porta, pensei que
ela não escutou, voltei a cozinha novamente a encontrei tentando fechar uma
janelinha acima do fogão, essa mulher era fogo, na ponta do pés, tentando
fechar isso era quem não queria acordar a mãe? Me aproximei de suas costas,
senti seu bumbum em mim, segurei sua cintura e ela saiu de perto rapidamente. —
Pensei que já tinha ido embora.— Cochichou aproximando—se da geladeira.
Ela tinha medo de mim ou do meu toque, mas
temia a mim de certa forma, fechei a janela com facilidade por ser mais alto. —
Estava indo, pensei que não escutou o que eu disse. — Ela riu baixo. — é claro
que eu ouvi. — Me aproximei dela para ver sua reação e ela mais uma vez ia
fugir, eu a prendi com meu corpo. — Se tentar correr vai acordar sua mãe.— Ela
parou de se mover, eu senti que ela tremia, segurei sua cintura com a minha mão
esquerda, colocando a minha perna entre as suas, ela levantou a cabeça para me
olhar nos olhos ficamos nos olhando eu perdi o controle por completo, levei a
minha boca a dela numa tentativa de beijo e ela não me respondeu ao beijo. —
Ele não está aqui agora Emily, somos apenas eu e você, sei que você quer e eu
também ...— Ela abaixou a cabeça e negou com todas as forças que tinha, a
abracei, sentindo suas lágrimas e sua cabeça em mim.
Minutos depois fui embora de sua casa,
deixando—a na cama, pelo menos havia descoberto coisas sobre a morte da minha
mãe, ela parecia ser uma mulher legal, mas era amante do meu pai e o amava ao
ponto de me rejeitar várias vezes. Cheguei na empresa, todos me olhavam de cima
a baixo pelo sabia que não era por que deixei no mesmo lugar que encontrei, vi
a Amanda logo andando em minha direção. — É verdade isso Josué?— Continuei sem
entender o que estava acontecendo. — Depende se me disse o quê?— Ela me
entregou o boletim mensal, a empresa estava falida.
Dei de ombros. — Eu não sei, não tenho
acesso a contabilidade da empresa, vou ver isso com meu pai.— Subi as escadas e
de lá cima olhei para o departamento da Emily que trabalhava como se nada
tivesse acontecendo. Realmente era uma maluca, precisava de dinheiro, mas
estava ali fazendo por amor, tinha coisas nela que me atraia mas outras que me
afastava, e uma delas estava ali sentado na cadeira ao telefone.
Entrei na sala sem bater e ele me olhou ao
telefone ainda, falava com um dos fornecedores, ele estava devendo ao
fornecedor de pedras preciosas, após discutir, enrolar ameaçar finalmente
desligou, alargou o sorriso enorme na boca ao me ver, levantou—se me abraçando,
sentir—me envolvido por uma cobra enorme, o abraçei de volta como um filho
amoroso. — Soube que meu filhão passou a noite fora, quando chegou em casa já
era madrugada.— Sorriu de canto com seu olhar cafajeste, continuei alisando
suas costas, senti uma vontade de apunha—lo com o abridor de carta sobre a
mesa.
— Pena que seu velho pai, já esta velho
para te acompanhar nessa noitadas, ia ter o prazer de ti mostrar cada bordel
dessa cidade, mas a Emily não deixa, pense numa mulher ciumenta, ficou no meu
ouvido a noite toda por causa de uma ligação que recebi e sai as pressas meio
dia. — Eu não estava entendendo nada do que ele queria me dizer, me girou de
frente para a enorme vitrine da sua sala que dava para ver a Emily embaixo.—
Ela é tão bonita, não é? Mas pense numa mulher ciumenta se olho para outra na
rua, ela quer se mata, corta os pulsos, corta o cabelo, você não tem ideia e eu
faço tudo por ela, mas chora, choraminga no meu ouvido, e eu não posso mais
sair.
— Mas até que me vale a pena, é quentinha,
apertadinha, pense numa delicinha, e toda minha. — Olhei para ele ao perceber
que ele estava me dizendo que Emily era dele, será que havia dito algo para
ele?— Eu fui o primeiro homem dela, tirei sua virgindade aqui nessa sala, nessa
mesa, adora um sexo forçado, grita diz que não quer, tenta se soltar, empurra,
arranha, chora e no final acaba amassando e eu sei que tudo que ela quer é esse
velho aqui. Agora quer que assuma ela para as outras e eu não sei o que fazer,
eu gosto de todas. — Fiquei escutando tudo que ele estava me dizendo e os meus
olhos não conseguia desgrudar dela.
Como eu pude me deixar enganar fácil com
aquela mulher? Ela me fez de i****a no primeiro dia e eu cai no seu golpe. Vi
meu pai se sentar em sua cadeira, e eu me afastei do vidro, sentando em outra
coloquei as mãos na mesa, mas retirei rapidamente. — Então se divertiu durante
a noite, me parece que eu já deixei a Amanda mais cansada Josué e olha que eu
sou o dobro da sua idade. —Arqueei uma das sobrancelhas para ele. — é pai não
dá para todo mundo ser um touro como o senhor, sou novo, mas canso fácil.
— E Amanda tem um gás que o senhor não
imagina. — Comentei sarcástico acho que ele percebeu senti—me trocando farpas.
— Claro que sei filho, a Amanda é reserva da Emily, pena que fica muito
molhada, a Emily é seca e quanto mais eu como me dá vontade de comer, nunca
estou satisfeito com ela, só paro quando seu rosto fica inchado de tanto
chorar, a última vez a deixei sangrando. — Me ajeitei na cadeira com a ira
crescendo dentro de mim, mas eu tinha, precisava manter meu lado racional maior
que tudo.
— E uma não briga com a outra? Parecem tão
amigas?— Questionei sentindo seus olhos castanhos nervosos no meu. — Não, claro
que não, elas sabem que preciso de todas para não enjoar delas, por isso sãounidas. — Olhei para atrás de mim, querendo ver através do vidro Amanda estavacom uma tela nas mãos mostrando a Emily, vi a persiana descendo diante dos meus olhos. — Isso o incomodou?— Perguntei irônico, imagina se ele soubesse que quem passou a noite com ela fui eu, e não ele?
— Não, a claridade que me incomoda na leitura. —Ajeitou os papéis a sua frente. — Pai é verdade que a empresa esta no
vermelho?— Ele me olhou ainda com os papeis nas mãos. — A empresa sempre esteve no vermelho filho, sua mãe... bem sua mãe nunca foi boa em contas, e por isso eu tive que assumir com ela em vida. — Senti minhas mãos tremer, fechei em punho querendo socar ele com murros senti a unha entrar cortando a palma da minha mão.
Expirei e inspirei novamente, o momento não era agora para agir. — Você conheceu a empresa?— Girou no calcanhar me olhando e eu sorri de leve assentindo. — O senhor fez bastante mudanças por aqui ei? Refeitório para os funcionários, dividiu os departamentos até a cor esta mais vivaz. — Ele sorriu vaidoso, era disso que ele gostava que babasse seus ovos. — Sim, instalei câmeras, na época da sua mãe não tinha o controle com as pedras, elas confiava demais nos funcionários e nenhum foi a
seu velório por fim.