Eu arrastei minhas sacolas de compras para dentro de casa, já sonhando acordada com o fim de semana, uma rara oportunidade de preparar algumas especialidades da minha terra natal e saborear minha solitude tão merecida. Mas justamente quando os aromas chiantes começaram a encher minha cozinha, meu celular de repente se iluminou com uma chamada de número desconhecido. Atendi, e a voz de Lucien cortou a linha. — Abra a porta. Depois de sumir por dias, ele de alguma forma havia se teleportado até minha soleira sem fazer um único som. A porta se abriu revelando Lucien vestido como uma sombra, todo de preto, suas maçãs do rosto habitualmente afiadas parecendo quase macilentas sob a luz dura. Sem hesitar, agarrei seu pulso com firmeza e o arrastei para dentro. — Você pulou as trocas de cur

