Arte Desde que Laura me disse que Amira estava vindo consultar com Carlos, não consegui me concentrar em nada. Deixei o relatório pela metade, chamadas sem resposta e a minha agenda vazia pelo resto do dia. Algo estava apertando o meu peito violentamente. Não era ciúmes. Era intuição. E nunca me falhou, então fui direto para o hospital. Quando cheguei, Amira não estava na sala de controle. Uma enfermeira me disse que a menina ainda estava dormindo e que Laura tinha saído para almoçar com o médico. — Que médico? Perguntei, mesmo já sabendo a resposta. — Dr. Carlos. Ela respondeu, sem perceber o tremor que percorreu o meu maxilar. Ela me deu o nome do lugar, eu agradeci e saí do hospital. (...) O restaurante ficava a três quarteirões de distância. A janela mostrava exatamente o que e

