Laura Lá fora, chovia forte, como se o céu também chorasse. Eu estava sentado num banco de madeira, com as mãos entrelaçadas nos joelhos e o olhar fixo no chão. Meus pais estavam ao meu lado. O pai de Arte andava de um lado para o outro na sala com as mãos na cintura, e a sua mãe permanecia em silêncio, sentada à minha frente com uma expressão que eu nunca tinha visto nela antes: puro medo. Ivan conversava com um dos policiais responsáveis, um homem corpulento de voz grave, que tentava nos explicar da forma mais clara possível o que estavam fazendo. — Temos câmeras em todas as saídas das rodovias. Disse o policial. — Estamos verificando os registros de placas mais recentes. Além disso, um alerta nacional de pessoa desaparecida foi emitido. Se eles o tirarem da cidade, vamos saber. Minh

