O restaurante era uma casa antiga com janelas enormes cobertas por cortinas brancas. Havia plantas penduradas na entrada e uma placa de madeira esculpida com o nome “Don Emilio”. O lugar cheirava a pão fresco, manjericão e algo doce que não consegui identificar. Quando entramos, tudo estava impecável. As mesas vazias, as toalhas de linho e a música suave de fundo que me lembravam dos almoços em família de antigamente, quando tudo parecia mais fácil. Um homem mais velho, com cabelos brancos e um bigode grosso, surgiu de trás, com os braços abertos. — Meu sobrinho! Ele gritou de alegria. — E a princesa! Amira ficou um pouco assustada no início, escondendo o rosto no meu pescoço, mas depois, ao ver o seu pai sorrindo, ela estendeu os braços em direção ao homem. — Titooo. Ela repetiu, com

