A minha mãe passou as mãos no rosto. Os seus olhos estavam brilhantes, mas o seu tom mudou imediatamente. — Eu sei que o bebê é lindo, Arte. Que tudo isso te machuca. Mas você tem certeza? Não quer fazer um teste de DNA? Fiquei parado. — Como? — Ela é uma criança que você só viu há algumas horas. Ela insistiu. — Não que eu esteja hesitante, mas se você vai assumir a responsabilidade, é melhor deixar isso claro, filho. Legalmente, emocionalmente... — Você quer que eu faça um teste de DNA naquele bebê? Perguntei em voz baixa. — Só para ter certeza. Não para duvidar, mas para… — Só por cima do meu cadáver. A minha mãe piscou. — Arte… — Você não a viu? Você não a viu, mãe? Ela é idêntica a mim quando era jovem. Ele tem os meus olhos, os meus gestos, até mesmo meu jeito de franzir a t

