Eu estava cansada, as coisas que fazia durante o dia só me deixavam ainda mais cansada, não queria olhar para essas pessoas, afinal o que há tão de erado com meu corpo!
Eu queria me esconder de todos, não queria que olhassem para mim, tudo o que fazia parecia estar erado, as pessoas me julgavam até de andar...A vida estava chata, um completo tédio, nada mais me deixava feliz e minha familia não me ajudava, eu não podia contar a ninguém sobre os meus sentimentos, e para agradar minhs mãe e despreucupar a minha avó eu tive que tomar os malditos remédios que apagavam os mundos da minha mente. Eu me perguntava aonde foi que eu errei, eu estava disfarçando ao máximo os meus sentimentos, os mascarando de todos a minha volta, em meu rosto estava sempre estampada uma face neutra a qual não demonstrava sntimento algum. Era odioso ter que me igualar aos demais, eu já estava cansada disso, e foi com esse pensamento que decidi por um fim em minha vida; Eu não iria morrer apenas iria me livertar da vida, da sociedade, das pessoas que nela habitavam, eu sinto realmente muito por ter tido de chegar a esse ponto mas eu não aguento mais...
Eu sou fraca né? Afinal só estou fugindo, eu nunca tive a coragem de me cortar ou coisa assim mas se morrer fazer todo esse cansaço ir embora eu morrerei, e foi assim que decidi me suicídar. Para você deve ser um motivo bem b***a não é? Mas foi isso o que decidi, quem sabe se alguém tivesse me ajudado eu não estaria viva agora...
Foi em um dia comum como tantos outros, eu minha mãe e meu irmão fomos a uma cidade grande, cujo o nome não importa, iamos fazer compras, naquele dia eu estava fingindo empolgação enquanto por dentro deramava lágrimas. Ela não era uma mulher r**m, e até que gostava do meu irmão mas quando estava com eles era como se eu estivesse sobrando, e até em alguns momentos eu ficava transparente, como se eu nem estivesse lá.
Enquanto o ônibus rodava na estrada pela janela eu ficava me perguntando, qual seria o meu futuro? Valeria apena esperar para ver?
Eu tinha medo de saber, pois se eu não fosse bem na vida ninguém iria querer ficar comigo, isso me dava muita pressão pois eu sabia que tinha que estudar para ser algo, mas também sabia que se eu não conseguisse alcançar o sucesso ninguém ficaria perto de mim. Eu estava sozinha no mundo real, mesmo em um ônibus cheio de pessoas, pois cada uma delas estava sozinha ali com seus pensamentos e problemas, e nem ligavam para a pessoa ao seu lado.
Essa foi a última vez que entrei em um ônibus, e a última vez que pensaria isso, aginal agora estou morta....Eu passei o dia todo seguindo minha mãe, as lojas ao redor e todas aquelas pessoas que andavam de um lado para o outro, em meio aos barulhos e todo o movimento da cidade lá estava eu tentando escapar da realidade, mas ainda sobe efeitos dos remédios não podia, minha mente estava turva e tudo o que pude fazer foi segui-la. Ao andar atrás dela vendo suas costas que passavam em meio a multidão me sentia distante, era estranho ve-la de mãos dadas ao meu irmão enquanto eu sua primeira filha era esquecida naquele meio; Andamos o dia inteiro e fizemos diversas palavras ou em lojas, quitandas e bares, mesmo sendo pela maioria bares, minha mãe adorava estar com o copo na mão. Após um dia agitado e de várias reprenções por parte dela aqualquer coisa que eu fize-se, enfim chegamos ao hotel, ele era um predio grandioso mas não chegava a ser o mais alto da cidade, mas já era o bastante para alguém morrer ao se jogar lá de cima, e foi o que exatamente aconteceu comigo, ainda não sei como tomei coragem para isso.
Eu estava no alto do hotel e o vento fazia meus cabelos balançarem, minhas roupas largas por causa de meu corpo balançavam com o vento, eu vestia uma brusa preta com uma estampa de gato e uma calsa larga, meus tenes masculinos escondiam o tremor de meus pés, eu estava assustada, será que essa era mesmo a coisa certa a se fazer? Eu estava lá no alto sozinha e então disse em voz alta a mim mesma:
-Melissa:-Se eu me jogar daqui provavelmente morrerei, quer dizer certamente...Tenho medo do meu futuro e se eu não conseguir ser alguém, será que para sempre eu vou ser assim, gorda?
(Se pelo menos eu não tomasse eses medicamentos talvez conseguiria suportar um pouco mais essa vida chata).
Eu me aproximei aos poucos da grade de segurança e a agarrei.
-Melissa:-Aqui é bem alto, mas os prédios ao redor parecem tão mais altos...
(Será que vão sentir minha falta se eu morrer?).
-Melissa:-Provavelmente não, mas seria legal ver a reação deles. Ai Pikathu eu queria ter uma resposta sobre minha vida, o que eu fasso a partir de agora?
Eu me sentia apavorada afinal era uma decisão importante a ser tomada, e a primeiro momento a morte me assustou, eu queria outra solução para meus problemas, uma que retirasse esse cansaço da minha mente e que me deixasse melhor, então eu peguei minha mochila que avia deixado no chão perto do elevador e me sentei encostada na grade, liguei meu celular e comecei a ler algumas histórias e mensagens que aviam chegado, eram alguns amigos meus, os poucos que sobraram, eles estavam preucupados pois eu parei de responde-los, eu apenas visualizei as mensagens e desliguei o celular. Ao enfia-lo na minha bolsa me deparo com Pikathu, meu amado companheiro; Ao ve-lo meus olhos se encheram de lágrimas e comecei a chorar.
-Melissa:-Pikathu me fala como posso me sentir melhor, eu preciso de uma solução, porque as coisas não são mais como antigamente?
Ao abraça-lo pude sentir um calor sutil como se abraça-se uma pessoa viva.