O percurso até o condomínio da máfia levou uma hora e quarenta minutos, tempo que pareceu ainda mais longo para Eder e Eliana, presos na van com Mostafa e Baltazar. Amarrado e sangrando, Eder gritava incessantemente, tentando em vão se livrar das amarras. Baltazar segurava um maçarico portátil, aproximando a chama da pele do homem de tempos em tempos, mas era o suficiente para fazê-lo se contorcer de dor e para o cheiro de queimado preencher o automóvel.. Eliana tinha o cabelo completamente queimado e parte do rosto.. — Grita mais — provocou Baltazar, com um sorriso c***l. — Talvez alguém te escute... ou talvez não. Mostafa, do outro lado, era mais metódico. Usando seus conhecimentos de medicina, fazia pequenos cortes em pontos específicos, escolhendo áreas dolorosas, mas não mortais. C

