— Quero te admirar, Gracinha. Pegue uma cerveja pra mim. Ela riu, tímida, mas com um brilho de confiança recém-descoberto nos olhos. Caminhou até o frigobar, sem perceber que, ao se abaixar para pegar a cerveja, ficou exposta para ele, e seus movimentos o fizeram soltar um gemido. — Eu que vou acabar ficando maluco. — Ele deslizou as mãos pela cintura dela, os dedos tocando suavemente a pele. — Gostou da última vez? Ela assentiu devagar, um sorriso tímido nos lábios enquanto inclinava-se um pouco mais para ele. — Gostei... Não teve dor, e você foi tão cuidadoso. Ele abriu um sorriso torto, a mão subindo até acariciar a curva do rosto dela. — Não fui tanto assim... — Ele fez uma pausa, observando-a. — Mas, da última vez, era sobre te ajudar a superar a dor. Agora é diferente... Agora

