Mostafa saiu do carro com passos pesados, o semblante carregado de uma dor que ele ma.l conseguia expressar. Gracinha tentou segui-lo, mas ele balançou a cabeça, interrompendo-a. — Fique, peça à Bia um lugar para se deitar. Fique um tempo longe de mim. — Sua voz estava cansada, quase quebrada. — Mostafa... — ela começou, mas ele ergueu a mão, pedindo silêncio. — Eu preciso respirar, minha Graça, respirar... Acho que não sou uma boa companhia agora. Não devia doer assim, mas po.rra, era a minha mãe. Minha mãe! Primeiro, ela abandona os meus irmãos, e agora isso? Até para mim, que sou um motoqueiro que já perdeu a conta de quantas pessoas matei, isso é demais. E dói... Gracinha se aproximou hesitante. — Não beba... Ele riu sem humor, balançando a cabeça. — O dia em que aconteceu não e

