Paula estava abraçada por Hadassa, que a embalava com um sorriso caloroso. Logo, Bia e Brisa se juntaram, cada uma oferecendo um gesto de carinho e palavras de apoio. — Está com medo, menina? — perguntou Brisa, inclinando-se para olhar nos olhos de Paula. — Não... só nervosa, um pouco assustada, mas o medo já passou. Eu quero isso. As mulheres sorriram, satisfeitas. Haviam levado Paula para um banho com mirra e trabalhado em seus cabelos, trançando-os delicadamente. Era um ritual para prepará-la não apenas como esposa, mas como a senhora do homem que agora lhe dedicaria sua vida. A festa continuava firme, forte e barulhenta do lado de fora, com as risadas e músicas ecoando pelo acampamento. Era o ápice da noite cigana, quando os rituais e as tradições ganhavam ainda mais intensidade.

