GIULIA's POINT OF VIEW O relógio marcava as três da manhã quando me virei mais uma vez na cama, ainda sem conseguir dormir. Encarei a janela aberta, as cortinas balançando pelo vento fraco e mordi o lábio inferior, puxando as pernas para o peito me encolhendo mais no cobertor. Há muitas horas eu já não chorava mais, porém ainda era explícito que tinha feito a julgar pelos meus olhos baixos e vermelhos que ardiam agora sem parar. Não sabia explicar como estava me sentindo agora. Era uma mistura de tristeza, melancolia e raiva misturada, que me obrigava a ficar voltando e permutando todas as cenas da noite anterior e outras na minha cabeça sem parar. Tentando não ficar martelando nisso, passei a encarar os detalhes do quarto que já fora meu, minuciosamente franzindo os lábios. Era minha

