— Por favor, Valerius... ele é meu marido... tenho que estar ao lado dele! — insisti, afastando-me do toque de Valerius, que me soltou sem relutar. — Tudo bem... me leva para o meu quarto. — Lúcios pediu, sem paciência. Percebi que ele nem sequer me olhava agora, como se eu também tivesse alguma culpa. As rodas da cadeira motorizada rangiam levemente enquanto Valerius o empurrava para dentro do quarto escuro e silencioso. Fiquei do lado de fora. Lúcios, agora no quarto, estava quieto, mas sua expressão dura entregava o que ele tentava esconder. A janela entreaberta deixava entrar o som suave das folhas balançando, contrastando com o caos silencioso que habitava o homem imóvel diante da paisagem noturna. Ele não dizia nada. Sua mandíbula estava cerrada, o rosto levemente suado, os dedos

