O dia seguinte amanheceu cinzento, o céu carregado parecia chorar junto com todos. O caixão de Kellen, fechado, repousava diante do pequeno cortejo. Flores brancas o cercavam, mas nada era capaz de aliviar a sensação de tragédia que pairava no ar. Ângela m*l conseguia ficar em pé. Os olhos marejados, a pele pálida, o corpo curvado como se todo o peso da dor tivesse se alojado em suas costas. Abigail e Júnior a amparavam de cada lado, sustentando a amiga que parecia desabar a cada passo. Kaedra se aproximou lentamente. O semblante que sempre fora firme agora estava desfeito. O choro vinha em soluços sufocados, o orgulho que sempre a acompanhava tinha desaparecido. Ao se ajoelhar diante do túmulo, a mulher que parecia inabalável se rendeu ao peso da culpa. — Me perdoa, minha filha… — murm

