Valerius se sentou na cadeira em frente à cama enquanto Lúcios analisava seus movimentos. — Não se pode esconder nada de você, certo? — Valerius sorriu, apreensivo. — Pelo menos você não. Afinal, você não consegue mentir tão bem. Não para mim. O que aconteceu naquele dia? — Naquele dia, a Ângela viu a empregada colocando algo na sopa. — Valerius disse, a voz baixa, mas firme. Lúcios suspirou, pensativo ao ouvir, com os olhos cravados no teto, como se a própria vida estivesse escrita ali. Ele não esboçou nenhuma surpresa, apenas suspirou como quem já está cansado. — Ângela viu? Ou ela fez algo? — murmurou, sem mover a cabeça. — Ângela viu. Não pense tão m*l dela. Sei que você tem fortes suspeitas de que ela esteja envolvida com tudo que está acontecendo, mas... eu acredito que, como ela es

