— Lúcios... nem pensar! — protestei, sentindo o calor subir ao meu rosto. Ele sorriu de canto, astuto, enquanto caminhava na minha direção com passos firmes. — O que você quer? — perguntou com a voz baixa e segura. — Meus braços ou a cadeira de rodas? — ele perguntou de um jeito tão fofo... já não bastava ele com roupas esportivas na minha frente. Soltei um suspiro nervoso, tentando parecer firme. — Posso andar sozinha, sabia? — Não hoje. — Ele parou diante de mim, olhando-me de cima a baixo com aquela expressão séria que não admitia discussão. — Hoje você vai deixar que eu cuide de você; além disso está mentindo: você não está bem, por isso, mesmo que possa andar, eu vou te carregar. — O que eu sou agora? Uma criança? — Não, minha mulher! Minha esposa... — Mas eu posso andar sozinha, pos

