Assim que Lúcios ordenou, Valerius puxou a cadeira, empurrando-o para a saída. O quarto mergulhou novamente no silêncio. Ângela tinha aberto os olhos lentamente quando percebeu que já não era mais o centro da atenção e que eles estavam saindo do quarto, os cílios tremendo contra a luz suave da manhã. Sua respiração era calma, mas o olhar perdido vagava pelo teto, como se ainda estivesse presa entre o delírio e a realidade. Ela virou o rosto com dificuldade, apenas o suficiente para vislumbrar, de relance, a cadeira de rodas sendo empurrada para fora do quarto e a porta batendo. Lúcios havia ido embora. Ela piscou, uma, duas vezes. A confusão nos olhos era profunda, mas não havia medo — apenas um cansaço existencial, quase frio. Seus lábios se entreabriram, mas nenhuma palavra saiu. A c

