Ali, no pé da escada, Lúcios estava em pé, era como um fantasma espectral. Vestia um terno cinza-escuro impecável, o cabelo penteado para trás, o rosto pálido, mas os olhos… os olhos queimavam como fogo recém-aceso. Havia um leve tremor em suas pernas, mas ele parecia maior do que a própria dor — um soldado voltando do inferno. Sua expressão carregava o desconforto da dor que ainda latejava, mas que, aos poucos, parecia se dissolver. Ângela tentou dar um passo, mas a garganta secou. A última coisa que conseguiu fazer foi virar-se para Valerius, que tinha lágrimas presas nos cílios. Ela se apoiou nele, agarrando a gola de sua camisa, quase o estrangulando. — Não conte a ele… nada ainda. Por favor… — sussurrou, num sopro que ninguém ouviu, exceto Valerius. E então tudo ficou preto. O baqu

