O corredor estava mergulhado num silêncio respeitoso, quebrado apenas pelo som suave das rodas da cadeira motorizada de Lúcios deslizando pelo piso encerado. Atrás dele, o quarto ainda guardava o eco da descoberta inquietante — a agulha misteriosa, agora guardada com zelo por Valerius —, mas aquilo não conseguia abandonar seus pensamentos... até encontrar Ângela no corredor, esperando por ele. — Woow... que legal! — disse ela, sorrindo de orelha a orelha, os olhos grandes brilhando como os de uma criança encantada ao vê-lo se aproximar. — Você fica muito bonito, mesmo assim, vestido desse jeito. Ele soltou um tisk e desviou o olhar, desconcertado. — Só você pra achar um homem preso a uma cadeira de rodas atraente — comentou, analisando-a furtivamente. Ela estava diante dele, usando um

