— Eu? — perguntei, sem reação, a voz quase inaudível. — Ah... é verdade, parece que a moça cheia de liberdade e provocações não passava de uma mocinha virgem que achava que era esperta demais. — ele disse, com um tom de escárnio, como se tudo fosse uma piada. Enquanto falava, girou a chave na fechadura por cima do meu ombro, destrancando a porta. — Por que não comigo? — perguntei, e a pergunta pareceu atingi-lo em cheio. Lúcios parou, os olhos fixos nos meus, analisando cada ação, cada nuance. A tensão entre nós era quase palpável, uma eletricidade bruta. Eu, sem hesitar, coloquei as mãos em seus ombros e, erguendo-me na ponta dos pés, encontrei seus lábios. Foi um beijo que carregava toda a minha frustração, todo o meu desejo reprimido. Lúcios, em resposta, descansou as mãos em meus qu

