Valerius congelou. Seus olhos não traíram emoção, mas as mãos ficaram tensas no colo. — Não vai dizer nada! — Lúcios asseverou, se levantando, e assim Valerius também fez, com a mesma postura ereta, mas submissa. — Eu não sei o que dizer. — Valerius, eu vou te pedir uma coisa nesse momento, seu mordomo de merda... Quero que você largue sua pose de cão leal, porque já mostrou que não é fiel a mim quando tem um r**o de saia envolvido. Por isso... esqueça que você é mordomo, braço direito, assistente... e se lembre do campo de guerra. O que éramos? — Amigos. Melhores amigos. — Ele respondeu com a voz firme, agora se erguendo por completo. — Pois é, seu desgraçado. — Lúcios asseverou, mas em tom contido, como se não quisesse fazer barulho. — Éramos melhores amigos. Meu pai morreu te salvando.

