Arthur virou-se lentamente. Kaedra estava junto à porta do banheiro, a cabeça abaixada, as mãos trêmulas segurando a alça da bolsa. — Kaedra... — Arthur murmurou, a voz embargada de choque e traição. — Você... contou a ele? Ela ergueu os olhos marejados. — Não podia... não podia deixar o hospital que salvou nossas duas filhas desaparecer. Ainda estamos tentando lidar com o que está acontecendo com Ângela. Não teríamos dinheiro nem para enterrá-la dignamente se algo realmente acontecer. Arthur deu um passo para trás, como se precisasse se apoiar. O sangue subiu-lhe ao rosto. — Ele era a sua única opção? — Ele era a nossa única opção. — Kaedra corrigiu, firme apesar das lágrimas. — Principalmente porque Ângela está morrendo... Por carregar os filhos dele. Ele tem que se responsabilizar e,

