Capítulo 3: A Visita Inesperada

1309 Words
Richard observou Elizabeth, ainda surpreso com a visita inesperada. Ele não esperava que alguém batesse à sua porta naquela noite tumultuada. Seus olhos se encontraram, e ele pôde sentir a curiosidade dela e a angústia que marcava seu rosto. "Desculpe pela interrupção", ela começou, e Richard se viu lutando para esconder sua própria surpresa. "Mas o choro do bebê... a música infantil. Isso está nos enlouquecendo aqui." A revelação pegou Richard de surpresa. Ele não esperava que sua vizinha ao lado viesse bater à sua porta para reclamar sobre o barulho. Ele havia tentado ser cuidadoso, mas a noite agitada com o bebê o havia deixado exausto e menos atento ao volume da música. Ele se sentiu momentaneamente constrangido, mas a compreensão nos olhos de Elizabeth o acalmou. Ela agradeceu por sua compreensão, e ele deu um pequeno sorriso. "Eu entendo. Vou tentar ser mais cuidadoso." Enquanto Elizabeth se virava para voltar ao seu apartamento, Richard sentiu um nó se formar em sua garganta. Ele não queria lidar com isso sozinho. A noite tinha sido caótica, e ele se sentia como um pai de primeira viagem que estava prestes a perder o controle. Além disso, ele m*l conhecia seu vizinho. Ele chamou por Elizabeth antes que ela desaparecesse no corredor. Ela se virou, um olhar de surpresa em seu rosto. "Desculpe por pedir isso, mas eu realmente preciso de ajuda com o bebê", Richard admitiu com um suspiro. "Essa é a primeira vez que estou cuidando dele sozinho, e não tenho ideia do que estou fazendo." Elizabeth olhou para ele com uma mistura de surpresa e hesitação. Ela não tinha ideia de que Richard estava enfrentando tal desafio, e a confissão dele a pegou de surpresa. "Você está sozinho com o bebê?", Elizabeth perguntou, ainda um pouco incrédula. Richard assentiu com uma expressão cansada. "Sim. A mãe dele, uma amiga minha, teve que sair por uma emergência. Eu não estava preparado para isso, e ele... bem, ele está me enlouquecendo." Elizabeth pensou por um momento, seus sentimentos oscilando entre compaixão e incerteza. Ela não sabia muito sobre Richard, mas estava vendo um lado vulnerável e desesperado que a deixou tocada. "Eu não sei muito sobre bebês, mas talvez possa ajudar de alguma forma", ela finalmente respondeu. A expressão de alívio que iluminou o rosto de Richard foi palpável. Ele havia esperado que Elizabeth fosse compreensiva, mas não tinha certeza de como ela reagiria. Agora, sentia que não estava mais sozinho nessa jornada caótica com o bebê. "Obrigado", Richard murmurou, genuinamente grato. "Qualquer ajuda será bem-vinda. Venha, deixe-me apresentar você ao pequeno... uh, eu ainda não sei o nome dele." Os dois entraram no apartamento de Richard, e Elizabeth olhou para o bebê, que estava deitado no berço. O bebê, um menino de olhos curiosos e expressão travessa, observou Elizabeth com um olhar inocente. Richard estava aliviado por ver que o choro havia parado por enquanto. "Este é... o bebê", Richard disse, rindo de sua própria falta de preparação. "Eu ainda não sei o nome dele." Elizabeth sorriu, sentindo-se à vontade com a situação inesperada. Ela se aproximou do berço e olhou para o bebê. "Olá, pequeno. Não se preocupe, vamos descobrir o seu nome mais tarde." O bebê agarrou a mão de Elizabeth com curiosidade, e ela riu. Richard assistiu a interação com um sorriso. Era um momento engraçado e encantador, e ele se sentiu grato por Elizabeth ter decidido ajudar. Os três se acomodaram na sala, enquanto Richard explicava o que estava acontecendo com o bebê e como a noite havia sido desafiadora. Elizabeth ouviu com atenção, fazendo perguntas e oferecendo sugestões com base no pouco que sabia sobre bebês. Richard se sentiu menos sobrecarregado e mais esperançoso enquanto conversava com Elizabeth. Ela era uma presença tranquilizadora, e o bebê parecia mais calmo na companhia dela. A noite continuou, com Richard, Elizabeth e o bebê tentando navegar nas águas desconhecidas da paternidade. Houve momentos engraçados, como quando o bebê fez caretas adoráveis que fizeram todos rirem, e momentos tristes, quando o bebê chorou de novo. O apartamento de Richard estava iluminado pela luz suave das lâmpadas de canto, criando um ambiente acolhedor e aconchegante. O bebê estava deitado no berço, os brinquedos espalhados ao seu redor, enquanto os dois adultos tentavam entender a situação. A conversa tranquila e ocasionalmente engraçada criava uma atmosfera de camaradagem e cumplicidade, e o bebê, curioso com tudo o que estava acontecendo, observava-os com seus olhos curiosos. Elizabeth observou o bebê com atenção e depois olhou para Richard. Ela percebeu algo que ele aparentemente não havia notado. "Acho que descobri o motivo do choro", ela disse, apontando para a fralda do bebê. O rosto de Richard ficou vermelho de culpa e surpresa. Ele não acreditava que não havia considerado essa possibilidade. "Eu não acredito que não pensei nisso antes", ele murmurou. Elizabeth sorriu com compaixão. "Acontece com os melhores pais de primeira viagem. Vou cuidar disso." Ela pegou o bebê no colo com habilidade e o levou para o quarto onde Richard mantinha as coisas do bebê. Enquanto trocava a fralda, conversou suavemente com o bebê, cantarolando uma canção de ninar que sua mãe costumava cantar para ela quando era pequena. O bebê, aparentemente mais calmo agora, observava com atenção o rosto de Elizabeth. Richard esperou ansiosamente do lado de fora do quarto. Ele se sentia grato por Elizabeth ter chegado até ele naquela noite, mas também notava que ela parecia nervosa o tempo todo. Ele tinha muitas perguntas que queria fazer, mas não queria pressioná-la. Quando Elizabeth voltou, o bebê estava mais confortável e sorridente. Ela o segurava com cuidado, como se fosse um tesouro precioso. Richard não pôde deixar de sorrir com a cena. "Obrigado por isso", ele disse, sincero. "Eu estava completamente perdido." Elizabeth assentiu. "Não foi nada. É ótimo ver que você se preocupa tanto com o bem-estar do bebê." Richard abaixou a cabeça por um momento, um olhar pensativo em seu rosto. "A verdade é que eu não estava preparado para ser pai. Eu nem sabia que o bebê existia até hoje à noite. Sarah, a mãe dele, é uma amiga minha que está passando por dificuldades. Eu nunca achei que teria que cuidar de uma criança." Elizabeth olhou para ele, surpresa. "Isso é... inesperado." Richard assentiu, a expressão pesada de preocupação em seu rosto. "Eu sei. Eu estava tentando cuidar dele da melhor maneira possível, mas está claro que não faço ideia do que estou fazendo. Eu não quero que ele sofra por causa das minhas decisões precipitadas." Elizabeth percebeu a angústia em suas palavras e se aproximou dele. "Você está fazendo o melhor que pode, e ninguém espera que você seja perfeito. Acredite em mim, a paternidade é um aprendizado constante." Richard suspirou, agradecido pela compreensão de Elizabeth. "Eu só não quero que o bebê sofra por minha causa." Os dois se sentaram no sofá, observando o bebê brincar com seus brinquedos. Richard sentiu uma conexão improvável e reconfortante se formar entre eles. Elizabeth, com sua compaixão e ajuda, tornara aquela noite caótica mais suportável. Conforme a conversa continuou, eles compartilharam suas próprias experiências de vida. Richard contou sobre sua luta contra o vício em drogas e a perda de sua noiva, que o haviam levado a se afastar de todos e a se perder em sua própria escuridão. Elizabeth compartilhou a dor de perder seu marido de forma trágica e como isso a havia deixado isolada do mundo. Eles riram juntos sobre as situações engraçadas e desajeitadas que haviam enfrentado com o bebê naquela noite, e também se permitiram compartilhar momentos de tristeza e saudade. Ambos tinham suas cicatrizes e desafios, mas estavam começando a perceber que não precisavam enfrentá-los sozinhos. Naquela noite inesperada, Richard e Elizabeth aprenderam que a vida é cheia de surpresas e desafios, mas também de momentos de conexão e compreensão.
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