Gabriel não dormiu. A alegria pelo aperto de mão de Mateo foi rapidamente consumida pela preocupação. O silêncio de Alessandra, seu desaparecimento digital, era uma anomalia aterrorizante. Teria a ver com a venda da Boreal? Claro que sim. E ela estava lidando com isso sem nem ter o seu apoio por perto. Ele passou a noite andando pelo corredor do hospital, a mente imaginando os piores cenários. Assim que o sol nasceu, um dos seguranças de Cesar apareceu, pontual como sempre, com o novo celular descartável. Gabriel o pegou da mão do homem antes mesmo que ele pudesse oferecê-lo. Ele discou, o seu coração na garganta. Ela atendeu no primeiro toque. — Ale! Você está bem? — Ele disparou, a voz baixa, mas urgente. — Eu não consegui falar com você ontem. Aconteceu alguma coisa? Do outro

