Capítulo 62

533 Words

Vitória estava em seu escritório particular, a porta fechada, a única luz vindo do laptop em sua mesa de ébano. Discou um número que guardava em um contato criptografado, longe dos olhos curiosos de Jean. Do outro lado da linha, o som de uma fábrica em atividade podia ser ouvido ao fundo. — Jair, meu querido — a voz dela escorreu como mel. — Como está o meu capataz favorito no Rio de Fevereiro? A voz do homem, rouca e pesada, respondeu, surpresa pela ligação inesperada. — Dona Vitória! Tudo tranquilo por aqui. E a senhora, sumida? — Sumida, mas nunca esquecida, meu amigo — ela riu, um som sedutor. — Mas não te liguei para fofocar. Preciso de um favor. Um daqueles favores. Jair hesitou. Ele sabia exatamente o que "aqueles favores" significava. Ao longo dos anos, Vitória já o hav

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