O aroma de manjericão e molho de tomate ainda pairava no ar do apartamento de Alessandra. Na mesa de jantar, os pratos da macarronada estavam vazios, e as taças de suco, quase no fim. O ambiente era de uma calma rara, uma pequena bolha de paz com as pessoas que se tornaram sua fortaleza: Gabriel, Richard e Lúcia. Foi a empregada quem quebrou o silêncio confortável, o garfo apontado na direção de Gabriel, os olhos brilhando de indignação. — Pois eu achei foi pouco, seu Doutor! — Ela disse, o sotaque nordestino forte. — Devia era ter batido mais. Se o senhor visse o palavreado feio que aquele traste usou com a minha patroa... quase derruba a porta com um bofete, um infeliz daquele! Se ele entra aqui, ia levar era uma vassourada no quengo dele, isso sim! A imagem de Lúcia, uma mulher pe

