Alessandra caminhou para fora da sala de reuniões, sentindo o olhar de William fixo nela a cada passo. Ele a seguiu em silêncio pelo corredor acarpetado até seu escritório particular. O silêncio era pesado, um vácuo preenchido apenas pelo som suave dos saltos dela e pela batida frenética de seu próprio coração. Ela se concentrava em manter a respiração calma, a expressão serena, desempenhando o papel da esposa que foi chamada para uma conversa particular, nada mais. Dentro de seu santuário de vidro e aço, ele fechou a porta. O clique da fechadura soou definitivo. Alessandra se virou e forçou um sorriso cansado, um gesto carinhoso que escondia a repulsa que sentia por estar trancada com um possível assassino. — O que foi, querido? Você me assustou na frente de todo mundo. Aconteceu al

