A primeira coisa que Alessandra percebeu ao despertar não foi o silêncio da casa ou a luz suave da manhã que se filtrava pela cortina, mas o peso reconfortante de um braço sobre sua cintura e o som de uma respiração calma e profunda ao seu lado. Ela virou a cabeça no travesseiro lentamente. Gabriel dormia, o rosto sereno, os lábios entreabertos, completamente alheio à tempestade que era a vida dela. Uma onda de paz tão profunda a inundou que chegou a doer. Era uma sensação estranha, quase esquecida. Por um longo momento, ela se permitiu apenas aquilo: observar o homem que, em uma única noite, a fizera se sentir mais segura do que em meses de casamento. A felicidade era tão pura que parecia frágil, um floco de neve que poderia derreter ao menor toque da realidade. Ele se mexeu, e os

