Capítulo 236

653 Words

O som da sirene, antes uma promessa distante, cresceu até se tornar um grito ensurdecedor que engoliu a rua. Luzes vermelhas e brancas dançaram sobre o asfalto, pintando a cena da tragédia com cores de urgência. A ambulância do SAMU parou com um cantar de pneus a poucos metros do corpo de Mateo, e a equipe saltou do veículo antes mesmo que o motor fosse desligado. Eles se moviam com a eficiência de um exército. Um médico, um enfermeiro e o motorista, cada um com sua função. Gabriel, que até então era o único ponto de autoridade médica na cena, foi gentilmente, mas firmemente, empurrado para o lado. A impotência o atingiu como um golpe físico. Ele era o Dr. Cruz, um dos melhores de São Pietro, mas ali, ao lado do corpo quebrado do seu irmão, ele era apenas um espectador. — Vítima ma

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