— Ale... o que você fez? A voz de Richard, quebrada pela confusão, ecoou na sala de reuniões silenciosa. Alessandra não respondeu. Ela não se moveu. O som do seu próprio choro havia parado, substituído por um vazio absoluto. Ela se sentia oca, uma casca. O sacrifício havia sido feito. Mateo estava seguro. Mas o preço... o preço fora sua alma. Ela se levantou da cadeira, o movimento lento, automático, como o de uma boneca de porcelana. — Richard — ela disse, a voz monótona, sem vida. — Eu preciso... preciso descansar. — Mas, Ale... os contratos, a Boreal... o que eu digo à sua equipe? O que eu digo ao seu pai? Ela o encarou, mas seus olhos não o viam. — Eu não me importo — ela sussurrou. Ela saiu da sala de reuniões, deixando-o para trás com os papéis da sua rendição sobre a

