Capítulo 263

500 Words

A manhã encontrou Gabriel no mesmo lugar onde a noite o deixara: de pé, em frente à grande janela da UTI. Como uma sentinela silenciosa de um castelo de vidro. A rotina do hospital se movia ao seu redor - enfermeiros trocando de turno, o cheiro de café fresco vindo da copa -, mas seu mundo estava contido naquele painel de vidro. Ele observava a imobilidade de Mateo, a subida e descida rítmica de seu peito, comandada pelo respirador. Cada bipe constante dos monitores era, para ele, uma frágil canção de ninar. A porta do corredor se abriu e o Dr. Holanda se aproximou, o rosto cansado de quem passara a noite em claro. Ele parou ao lado de Gabriel, a prancheta na mão. Gabriel não estava de plantão. A licença não fora uma escolha, mas uma imposição. A própria diretoria do hospital, com o a

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