Uma hora depois, Alessandra saiu do banho, o vapor quente e o tempo sozinha a ajudando a processar o turbilhão de emoções do dia. Bem-vestida e com os cabelos úmidos, ela abriu a porta do quarto de hóspedes e foi recebida por uma transformação. O apartamento, antes um santuário de silêncio e dor, estava vivo. Um aroma delicioso e exótico de pimentas, tomate e coentro tomava conta do ar, e das caixas de som, tocava uma música em espanhol, uma daquelas baladas românticas e exageradas que se ouve nas novelas mexicanas. Ela seguiu os sons até a cozinha e parou, encostada no batente da porta, o coração transbordando com a cena à sua frente. Era como uma visão de um filme, ou melhor, de um sonho. Mateo, em seu elemento, movia-se pela cozinha com a graça de um chef profissional, enquanto Ga

