O ar no vasto jardim da mansão Mendonça tinha o cheiro de vitória. Não a vitória fria da vingança, mas a vitória quente e reconfortante da paz. O aroma de carne assando na churrasqueira se misturava ao perfume das flores do jardim de Helena, enquanto o céu de São Pietro passava de um azul profundo para um roxo aveludado. A cena era de uma domesticidade que Alessandra não vivia há anos. Em um canto, perto da piscina iluminada, Mateo, com a energia de um showman, preparava drinks em um bar improvisado, fazendo malabarismos com uma coqueteleira. Ele serviu uma caipirinha forte para Helena e, com uma piscadela, entregou a Alessandra e Gabriel versões coloridas e sem álcool, borbulhando com frutas frescas. Do outro lado do gramado, seu pai, o grande Cesar Mendonça, estava de avental, concen

