Capítulo 51

603 Words

As palavras de William - Eu matei a Alessandra - deixaram um zumbido no ouvido de Vitória. Por um segundo, o mundo pareceu inclinar-se sobre seu eixo. Pânico, frio e agudo, ameaçou subir por sua garganta. Mas ela o engoliu, substituindo-o por um gelo calculista. Não. Ela não deixaria o descontrole dele arruinar tudo. Forçada a sair no meio da madrugada, ela se vestiu com uma velocidade impressionante, o coração martelando contra as costelas, não de medo, mas de pura adrenalina. Dirigiu seu carro como um demônio pelas ruas desertas de São Pietro, cada semáforo vermelho um insulto à sua urgência. Precisava ver. Precisava saber com o que estava lidando. Ele a esperava com a porta da cobertura destrancada. Quando ela entrou, o cheiro de álcool, suor e algo mais, algo químico e doce, a atin

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