Gabriel se apoiava na parede, o celular pressionado contra a orelha, a notícia de Alessandra ressoando em sua mente. Vender a Boreal. Era um absurdo. — Vender? Ale, por quê? — Ele perguntou, a voz baixa e urgente, tentando entender. — Hoje? Depois de tudo o que você fez na audiência... A Boreal é a sua vida. Não faz sentido. Do outro lado da linha, o silêncio dela foi a resposta mais alta. Não foi uma pausa para pensar. Foi um silêncio pesado, sufocado. Ele ouviu o som de uma respiração trêmula, um soluço que ela tentou engolir. E ele entendeu. Ela não podia falar. Ela estava sendo coagida. O médico nele, o estrategista que queria respostas, desapareceu. O homem que a amava assumiu o controle. Ele parou de questionar o porquê e focou nela. — Ale... — ele disse, a voz agora firme, c

