A manhã já havia nascido quando Gabriel finalmente voltou para o seu apartamento. Ele estava exausto, a adrenalina da noite anterior dando lugar a um cansaço que pesava em cada músculo, mas, pela primeira vez em muito tempo, não era um cansaço de derrota. Ele encontrou Mateo no quarto de hóspedes, já acordado e concentrado em seu notebook, resolvendo algum problema urgente em um de seus restaurantes. A normalidade da cena, a dedicação do seu irmão ao próprio trabalho, o ancorou. Mateo ergueu o olhar quando ele entrou, a preocupação em seu rosto. — E aí? Pensei que você não ia voltar mais. Gabriel se sentou na beirada da cama, passando as mãos pelo rosto. — Foi uma longa noite, pirralho. E então, ele contou. Contou sobre a sala de guerra na mansão Mendonça, sobre o plano, sobre

