Vitória caminhava por sua cobertura, uma taça de vinho na mão, o corpo vibrando com a ansiedade de uma caçada. A noite estava chegando ao fim, e a qualquer momento seu vigia ligaria com as boas novas: a foto. A prova que destruiria Alessandra de uma vez por todas. Ela saboreava a antecipação da vitória, a imagem da humilhação de sua rival. O celular tocou. Era ele. — Diga-me que você conseguiu — ela disse, a voz um ronronar satisfeito, sem nem dizer alô. — Senhora... houve um problema — a voz do capanga era hesitante, nervosa. O sorriso de Vitória desapareceu. — Que tipo de problema? — Um caminhão de lixo, senhora. Gigante. Parou bem na frente do prédio, bloqueou toda a visão. Luzes, barulho... não dava pra ver nada. E então, um sedã preto saiu do outro lado. Ele já estava em a

