As horas no corredor da UTI se arrastavam, cada uma idêntica à anterior. Gabriel estava sentado em um dos bancos desconfortáveis, os olhos fixos na janela de vidro que o separava do irmão. Mateo continuava estável, uma vitória silenciosa a cada bipe constante dos monitores. A esperança era um remédio de efeito lento, mas estava funcionando. — Doutor Cruz? Ele ergueu o olhar. Era Amanda, a jovem enfermeira, segurando dois copos de café de máquina. — Achei que o senhor precisava de um — ela disse, estendendo um dos copos para ele. O gesto era pequeno, mas carregado de uma gentileza que o aqueceu por dentro. — Obrigado, Amanda — ele disse, a voz rouca. Enquanto ele tomava um gole do café amargo, um homem que ele nunca vira antes se aproximou. Vestia um uniforme genérico de entrega

