Capítulo 260

424 Words

Cícero engoliu em seco, o som alto no silêncio do galpão. Ele tentou encontrar a coragem que o servira por quarenta anos. — Eu não sei do que o senhor está falando. É um engano — ele repetiu, a voz trêmula. — Minha lealdade é com a Dona Olívia. Eu nunca faria uma coisa dessas. Cesar Mendonça suspirou, um som de puro tédio, como um professor decepcionado com um aluno lento. — Lealdade — ele disse, a palavra gotejando sarcasmo. — Uma virtude nobre. E, frequentemente, estúpida. Ele se inclinou para o lado e pegou outro arquivo da pasta. Este não continha registros de emprego. A capa era mais fina, mais pessoal. — Sua filha, a Sofia... — começou Cesar, e Cícero enrijeceu na cadeira. — Uma moça adorável. E muito talentosa. Eu vi que ela foi aceita na Juilliard, em Nova York. Dança. Um

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