O choque inicial deu lugar a uma necessidade doentia de saber. De ver tudo. O vídeo tinha duas horas de duração. Duas horas. Como um maldito filme de terror pornográfico, estrelado pelo homem que ela amava e uma v***a anônima. Com lágrimas silenciosas escorrendo pelo rosto, Alessandra assistiu. Ela assistiu a cada segundo, o celular seguro em suas mãos trêmulas, a luz azul da tela pintando seu rosto pálido na escuridão. Procurou desesperadamente por uma falha. Um erro de edição. Um movimento estranho que denunciasse uma montagem, uma sobreposição, o toque de uma inteligência artificial. Mas não havia nada. A qualidade era perfeita. A pele, os músculos, o suor... era real. Era ele. E, o pior de tudo, ele queria. Gabriel não agia como um homem forçado ou hesitante. Agia como um ator co

