O Dr. Alencar se retirou, deixando para trás o cheiro de vitória e a promessa de uma neta em casa. Sozinha na biblioteca, Olívia se permitiu um momento de satisfação. Serviu-se de uma dose de conhaque, o plano se desenrolando perfeitamente em sua mente. Foi quando seu telefone pessoal, um aparelho que poucos no mundo possuíam o número, tocou. Ela olhou para a tela. Elias. Seu filho. — Espero que não tenha ligado para pedir dinheiro — ela atendeu, a voz cheia de ironia. — Como as coisas estão indo? — A voz de Elias era a de um homem de negócios, não a de alguém preocupado com qualquer coisa. Muito menos dinheiro. — Estou fazendo o que você não tem a competência para fazer pela sua própria filha — ela respondeu, com grosseria. Houve uma pausa. — Mas eu protejo vocês como posso, m

