As duas horas seguintes foram uma tortura de impotência. Alessandra andava de um lado para o outro na vasta sala de estar, incapaz de se sentar, a mente presa em imagens de Gabriel em uma cela fria. Helena tentava acalmá-la com os chás que ela e Lúcia faziam, e palavras de conforto, mas nada atravessava a barreira da sua ansiedade. Finalmente, a porta do escritório se abriu e Cesar retornou. A expressão dele era neutra, mas Alessandra conhecia o pai o suficiente para ver a satisfação contida em seu olhar. — Falei com o Richard — ele anunciou, a voz calma. — Ele fez o trabalho dele. Gabriel está solto. O próximo destino do nosso advogado é aqui, a mansão. Ele está vindo para cá agora. Um suspiro de alívio tão profundo escapou dos lábios de Alessandra que ela se sentiu tonta, apoiand

