Richard Schneider não sabia o que dizer. Ele ficou parado no escritório, atordoado, observando a porta pela qual Cesar Mendonça havia saído. A ruptura entre pai e filha fora difícil de presenciar, ele próprio por pouco não se retirou, um cisma que não achava ser possível. Ele se virou para Alessandra, que permanecia imóvel, pálida, mas seca. — Ale... — ele começou, a voz de advogado dando lugar à de um amigo preocupado. — Vender a Boreal? Por causa de uma ameaça de patente? Não faz o seu estilo. Você não é de se render. Tem certeza de que não há outra saída? — Não há — a voz dela era um sussurro morto. Não queria ter outra discussão no seu círculo, não depois do embate do seu pai e de toda a reunião com as pessoas da Boreal. — Por favor, Richard. Apenas prepare os papéis preliminares

