O sedã blindado deslizava silenciosamente pelas ruas de São Pietro, um casulo de luxo isolando-as do mundo exterior. Helena segurava a pequena foto do ultrassom como se fosse a joia mais bela e preciosa do mundo, os olhos ainda brilhando de emoção. — Um chá revelação... minha filha, agora você me deixou ansiosa! — Disse Helena, a voz cheia de planos. — Eu já estou imaginando a decoração, os doces... quando vai ser? Como vai ser? Oh, reze para que eu não enlouqueça até lá! Alessandra riu, um som genuíno que não alcançava a melancolia em seu olhar. — Pode deixar, mãe. Não vai demorar — seu sorriso então se tornou um pouco mais contido, mais determinado. — Vai ser em breve. Quando a justiça não afastar mais o Gabriel de mim. O nome dele a fez mergulhar nas memórias dos últimos acontec

