A declaração de Alessandra pairou na sala, audaciosa e definitiva. Richard a encarou, o cérebro do advogado processando a magnitude daquela jogada. Uma acusação de estupro. Seria uma bomba atômica no meio da guerra, capaz de aniquilar Vitória ou de explodir na cara deles. — Ale, provar a coação... — ele começou, a voz cautelosa. — Não! A palavra veio de Gabriel, um som rouco e quebrado que cortou a sala. Ele se levantou da cama, o corpo ainda frágil, mas os olhos queimando com uma nova e desesperada intensidade. — Ale, você não entende? — Ele disse, caminhando até ela, a voz um apelo urgente. — Você não pode fazer isso. — Não posso? Gabriel, ela te... — ela começou, a fúria em sua voz. — Ela vai nos destruir! — Ele a interrompeu, segurando seus ombros, forçando-a a encará-lo. —

