Capítulo 311

456 Words

A viagem de volta para a mansão começou em um silêncio pesado. O sedã blindado deslizava pelas ruas, um casulo de luxo que, pela primeira vez, parecia sufocante para Alessandra. Ela olhava pela janela, mas não via os prédios ou as pessoas. Via apenas o cano de uma arma sob seu queixo e os olhos verdes de Vitória, brilhando com um ódio vitorioso. A Boreal ou o Mateo. A Boreal ou o Mateo. A escolha impossível ecoava em sua mente, um mantra de desespero. Ao seu lado, Cesar Mendonça não a consolava. Ele a observava. Seu olhar era afiado, analítico, o de um homem que sabe quando uma peça está fora do lugar. Ele sabia que "uma velha amiga" não faria sua filha, uma mulher grávida e sob a proteção da sua fortaleza, derramar uma lágrima fria como aquela. Ele quebrou o silêncio. A voz dele

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