Antes que a mão de Sofia pudesse descer para mais um golpe, eu me movi. Atravessei a cozinha com uma velocidade que a surpreendeu, minha fúria um vendaval silencioso. — Deixe a minha menina em paz. Minha voz saiu alta, um rosnado que a fez congelar. Arranquei o cinto da sua mão com um puxão violento. Por um instante, ela me encarou, o choque dando lugar à indignação em seu rosto fraco. — Não se meta nisso, Olívia. Ela é minha... Ela não terminou a frase. O primeiro golpe do cinto a atingiu no braço, o som estalando no silêncio da cozinha. Não foi um golpe para disciplinar. Foi um golpe para ferir. Eu bati de novo. E de novo. Cada golpe era por Ricardo Oliveira e sua arrogância. Cada golpe era pela humilhação na sala de reuniões. Cada golpe era por Sofia, por usar meu nome para co

