A humilhação sofrida na sala de Ricardo Oliveira foi o fósforo. O dinheiro que meu filho, Elias, me emprestou sem fazer perguntas era a gasolina. Na manhã seguinte, em minha sala de guerra na Fontana Logística, eu estava pronta para atear o fogo. Reuni minha equipe de confiança, homens que trabalhavam para mim há anos e que entendiam que, às vezes, os negócios eram apenas a continuação da guerra por outros meios. Eles estavam de pé, em silêncio, esperando minhas ordens. — A Oliveira Transportes — comecei, a voz calma e fria. — Nosso novo projeto. O objetivo é a aniquilação total. E nós faremos isso em três frentes. Apontei para o meu chefe de operações. — Primeiro: o ataque interno. Eu quero um nome. Encontrem o funcionário mais insatisfeito na gerência da empresa deles. O diretor

