Semanas depois, eu trouxe Vitória para a sede da Fontana Logística. Não para a sala de reuniões, mas para o meu santuário particular, o meu escritório no último andar. Ela, com seus oito anos, olhava tudo com uma curiosidade silenciosa, os olhos verdes absorvendo a atmosfera de poder. Eu a levei até a grande janela panorâmica. — Está vendo aquele prédio? — Perguntei, apontando para a torre da Oliveira Transportes. O prédio, antes um símbolo de orgulho, agora parecia cansado. Havia menos luzes acesas, menos movimento. A energia da derrota era quase palpável, mesmo à distância. — Aquele prédio pertence a um homem fraco, que achou que podia me desrespeitar — eu disse, a voz calma, como uma professora. — Então, eu o ensinei uma lição. Eu me ajoelhei ao lado dela, colocando meu braço

